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 Tradução do Livro Breaking Dawn

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AutorMensagem
Sophie Cullen Admin
Admin


Número de Mensagens: 17
Idade: 20
Localização: Forks
Humor: Feliz da vida
Data de inscrição: 07/07/2008

Ficha do personagem
Twilinght: Bells

MensagemAssunto: Tradução do Livro Breaking Dawn   Seg Ago 18, 2008 2:34 pm


PREFÁCIO
Eu já tive muito mais experiências de quase morte do que era necessário, isso não é exatamente uma coisa a qual você se acostuma.
No entanto, enfrentar a morte novamente parecia estranhamente inevitável. Como se eu realmente estivesse marcada pelo desastre. Eu escapei vez após outra, mas ela continuava vindo atrás de mim.
Ainda assim, essa vez era tão diferente das outras.
Você pode correr de alguém que você teme, você pode tentar lutar com alguém que você odeia. Todas as minhas reações eram direcionadas a esses tipos de assassinos – os monstros, os inimigos.
Quando você ama a pessoa que está te matando, não te restam opções. Como você poderia correr, como você poderia lutar, quando fazer isso machucaria o seu amado? Se sua vida fosse tudo o que você tem a dar ao seu amado, como você seria capaz de não dá-la?
Se fosse alguém a quem você realmente ama? 1. Noivos
Ninguém está te encarando, eu prometi a mim mesma. Ninguém está te encarando. Ninguém está te encarando.
Mas, como eu não conseguia mentir convincentemente nem para mim mesma, eu precisei dar uma checada.
Sentada esperando que os três semáforos da cidade ficassem verdes, eu olhei para a direita – em sua minivan, a Sra. Weber tinha virado o tórax inteiro em minha direção. Os olhos dela penetraram nos meus, e eu me inclinei pra trás, me perguntando porque ela não desviou o olhar ou pareceu envergonhada. Ainda era considerado rude encarar as pessoas, não era? Será que essa regra não era mais usada?
Foi ai que eu me lembrei que essas janelas eram tão escuras que ela provavelmente nem tinha idéia de que eu estava aqui, muito menos de que eu tinha pego ela olhando. Eu tentei encontrar algum conforto no fato de que ela não estava realmente olhando pra mim, apenas para o carro.
Meu carro. Suspiro
Eu olhei para a esquerda e gemi. Dois pedestres estavam congelados na calçada, perdendo a chance de atravessar a rua enquanto olhavam. Atrás deles, o Sr. Marshall estava espiando através da janela de vidro de sua pequena loja de souvenirs. Pelo menos o nariz dele não estava pressionado contra o vidro. Ainda.
O semáforo ficou verde e, na minha pressa de escapar, eu pisei no acelerador sem pensar – a forma normal que eu teria pisado pra fazer a minha velha caminhonete Chevy sair do lugar.
Com o motor urrando como uma pantera, o carro saltou rapidamente pra frente que o meu corpo bateu no banco de couro preto, e meu estômago se comprimiu contra a minha espinha.
"Arg!" Eu resfoleguei enquanto procurava pelo freio. Usando a cabeça, eu apenas toquei no pedal. O carro parou completamente mesmo assim.
Eu não agüentei olhar ao redor pra ver as reações. Se antes havia alguma duvida sobre quem estava dirigindo este carro, agora já não existia. Com a ponta do meu sapato, eu gentilmente baixei um centímetro do acelerador, e o carro seguiu em frente novamente. Eu consegui chegar onde queria, o posto de gasolina. Se eu não estivesse enlouquecendo, eu não precisaria ter que vir á cidade. Eu estava me virando sem um monte de coisas ultimamente, como... (?) e cadarços, pra evitar ficar em público.
Me movendo como se eu estivesse numa corrida, eu abri o tanque, tirei a capa, passei o cartão, e coloquei a mangueira no tanque em questão de segundos. É claro, não havia nada que eu pudesse fazer para que os números na bomba de gasolina andassem mais rápido. Eles... (?) fazendo barulhos, quase como se estivessem fazendo aquilo pra me aborrecer.
O dia não estava bonito – um típico dia chuvoso em Forks, Washington – mas eu ainda sentia como se um ponto se luz estivesse focado em mim, atraindo atenção para o delicado anel na minha mão esquerda. Em vezes como essa, sentindo os olhos nas minhas costas, eu me sentia como se o anel estivesse piscando feito um anúncio em néon: Olhe para mim, olhe para mim.
Era estúpido me sentir envergonhada, e eu sabia disso. Além do meu pai e da minha mãe, será que realmente importava o que as pessoas estavam dizendo sobre o meu noivado? Sobre o meu carro novo? Sobre a minha misteriosa entrada para a Ivy League? Sobre o meu cartão de crédito preto e brilhante que parecia tingido de vermelho no meu bolso de trás nesse exato momento?
"É, quem se importa com o que eles pensam?" Eu murmurei em voz baixa.
"Um, senhorita?" a voz de um homem chamou.
Eu me virei, e então desejei não ter feito isso
Dois homens estavam parados ao lado de um jipe chique com caiaques novinhos amarrados no topo. Nenhum deles estava olhando para mim; os dois estavam olhando para o carro.
Pessoalmente, eu não entendi. Mas eles, eu estava orgulhosa de saber distinguir os símbolos entre Toyota, Ford e Chevy. Esse carro preto escuro, brilhante, e bonito, mas para mim era só um carro. "Eu lamento incomodar, mas será que você pode me dizer que carro é esse que você está dirigindo?" o mais alto me perguntou.
"Um, Mercedes, não é?"
"Sim", o homem disse educadamente enquanto seu amigo mais baixinho rolava os olhos com a minha resposta. "Eu sei. Mas eu estava me perguntando, essa é... Você está dirigindo uma Mercedes Guardian?" O homem disse o nome com reverência. Eu tive a sensação de que esse homem se daria bem com Edward, meu... meu noivo (realmente não havia como fugir dessa verdade com o casamento a apenas alguns dias de distância). "Eles ainda nem estão disponíveis na Europa" o homem continuou. "Muito menos aqui".
Enquanto os olhos dele traçavam os contornos do meu carro – pra mim ele não parecia diferente dos outros sedas Mercedes, mas o que eu sabia? – eu pensei brevemente nos meus problemas com palavras como noivo, casamento, marido, etc.
Eu simplesmente não conseguia coloca-las juntas na minha cabeça.
Por outro lado, eu fui criada pra me contorcer só de pensar nos vestidos brancos e volumosos e nos buquês. Mas mais do que isso, eu simplesmente não conseguia conciliar um conceito estável, respeitável, e chato de marido com o meu conceito de Edward. Era como comparar um arcanjo com um contador; eu não conseguia imagina-lo no papel de uma pessoa normal.
Como sempre, assim que eu comecei a pensar em Edward eu fiquei presa em um vendaval de fantasias delirantes. O estranho precisou limpar a garganta para chamar a minha atenção; ele ainda estava esperando uma resposta sobre o modelo e fabricação do meu carro.
"Eu não sei", eu o disse honestamente.
"Você se importa se eu tirar uma foto com ele?"
Eu levei alguns segundos para processar isso. "Sério? Você quer tirar uma foto com o carro?"
"Claro – ninguém vai acreditar em mim se eu não tiver uma prova."
"Um. Okay. Tudo bem." Eu rapidamente me desfiz da mangueira e me enfiei no banco da frente para me esconder enquanto o entusiasta tirava uma câmera grande, de aparência profissional da bolsa. Ele e seus amigos fizeram pose no capô, e então foram tirar fotos na traseira.
"Eu sinto falta da minha caminhonete", eu sussurrei para mim mesma.
Muito, muito conveniente – conveniente demais – que minha caminhonete fizesse seus últimos barulhos apenas algumas semanas depois de Edward e eu termos firmado um compromisso, um detalhe que significava que ele podia repor a minha caminhonete quando ela passasse dessa para uma melhor. Edward jurou que isso já era de se esperar, pois minha caminhonete viveu uma vida longa e cheia e então morreu de causas naturais. Isso é o que ele diz. E, é claro, eu não tive como verificar a história que ele contou nem tentar trazer minha caminhonete de volta á vida por conta própria. Meu mecânico favorito – eu parei aquele pensamento imediatamente, me recusando a deixar que ele chegasse ao fim. Ao invés disso, eu ouvi as vozes dos homens do lado de fora, abafadas pelas paredes do meu carro.
"... ele foi em frente com uma chama na descarga naquele vídeo online. A tintura nem ficou queimada."
"É claro que não. Você pode passar com um tanque em cima desse bebê. Isso não é muito negócio pra ninguém daqui. Ele foi designado em maioria pra diplomatas do Oriente Médio, traficantes de armas e de drogas."
"Você acha que ela é alguém importante?" o baixinho perguntou com uma voz mais suave. Eu abaixei minha cabeça.
"Huh", o alto disse. "Talvez. Não posso imaginar porque você precisaria de vidros á prova de mísseis e quatro mil quilos de proteção corporal num lugar como esse. Ela deve estar indo para algum lugar mais perigoso."
Proteção corporal. Quatro mil quilos de proteção corporal. E vidros com blindagem á prova de mísseis? Legal. O que aconteceu com as velhas blindagens á prova de tiros?
Bom, pelo menos isso fazia sentido – se você tinha um senso de humor bastante doentio. Não era como se eu não esperasse que Edward tirasse vantagem do nosso acordo, só pra balancear as coisas a seu favor pra que ele tivesse que dar muito mais do que ele receberia. Eu concordei que ele trocasse a minha caminhonete quando ela precisasse de reparos, sem esperar que isso acontecesse tão em breve, é claro. Quando eu fui forçada a admitir que a minha caminhonete havia se transformado num tributo de metal aos Chevys clássicos, eu sabia que a idéia dele de troca ia me envergonhar. Me tornaria foco de olhares e sussurros. Mas nem nas minhas imaginações mais obscuras eu previ que ele me compraria dois carros.
O carro "de antes". Ele me disse que era um empréstimo e me prometeu que o devolveria depois do casamento. Isso tudo não fazia nenhum sentido pra mim.
Até agora.
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